terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Governo defende que salário mínimo no Paraná chegue a R$ 841

Reajuste pode ser de 10%, mas ainda depende de negociação com sindicalistas e federações patronais

Jadson André e Denise Mello da Banda B

As discussões para o reajuste do salário mínimo no Paraná já começaram e o primeiro indicativo do governo do estado é de que este aumento poderá ser de 10%. Sendo assim, o salário que hoje está fixado entre R$ 663,00 a R$ 765,00 deverá oscilar entre R$ 729,00 e R$ 841,00, valor 55% superior à proposta de R$ 540,00 que tramita em Brasília para o salário mínimo no país. A data base para o reajuste é o dia 1º de maio e até lá representantes da Secretaria de Trabalho e Emprego do Paraná, sindicalistas e membros das federações patronais devem se reunir para negociação.
“Com base nos estudos técnicos estipulamos que este reajuste deve ser de 9% a 10%, mas tudo ainda deve ser acertado com as centrais sindicais e com as federações patronais. Estamos levando em consideração a inflação, o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) e o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) que teve um aumento de 8% no Paraná em 2010”, disse o secretário de Trabalho e Emprego, Luiz Claudio Romanelli. Destes 10% sugeridos pelo secretário, 4% são referentes ao PIB e 6% referente à inflação. O salário mínimo atende cerca de 350 mil paranaenses, entre trabalhadores do campo, domésticas, trabalhadores do comércio, da produção de bem e da indústria. As centrais sindicais por outro lado apresentaram no início de fevereiro um estudo que estipula um salário mínimo de R$ 860,00, pouco acima do valor previsto pelo governo estadual.
Mas segundo o coordenador do G8 – grupo que congrega oito federações empresariais do Paraná – Darci Piana, os lideres empresariais tratam o tema com preocupação, já que, “o índice de aumento do salário mínimo regional tem afetado a competitividade em relação a outros estados brasileiros no comércio, na indústria e em outros segmentos”.
O presidente da ACP (Associação Comercial do Paraná), Edson Ramon foi enfático em colocar que nenhuma decisão tomada por parte apenas do governo irá vingar. “Não é possível termos prosperidade por decreto. E nem, por magia, reajustarmos o salário mínimo, ignorando princípios básicos da economia. Um dos mais importantes deles é que no sistema econômico há uma grande interdependência entre os mercados – nada acontece gratuitamente, sem interferir nas demais partes do sistema”, afirmou Tamon em artigo publicado este mês.
Para o secretário Romanelli não há motivos para reclamação por parte dos empresários. “Existem 2,4 milhões de paranaenses trabalhando com carteira assinada. É preciso aproveitar este momento de crescimento da economia no Paraná e gerar empregos com qualidade, onde o trabalhador seja reconhecido e remunerado de forma justa. Este crescimento econômico que o Paraná esta vivendo desmente qualquer reclamação contra o reajuste do mínimo”, disse o secretário.

(Do Blog do Fabio Campana)

Nenhum comentário:

Postar um comentário