sábado, 5 de março de 2011

O estatismo e o atraso da democracia



É claro que o ritual de humilhação a que Dilma submete o PDT expressa o espantoso atraso da democracia política no Brasil. É como se o Congresso fosse nada além de uma casa homologatória. Ou melhor: ele, com efeito, não passa disso, mas não deveria ser. E é por quê? O motivo essencial está explicitado no post abaixo. Até que o Estado brasileiro tenha o tamanho que tem, não existirá Congresso dono do próprio nariz — ou, melhor, obediente ao nariz dos eleitores.

Em suma: quanto mais estado, menos cidadão; quanto mais estado, “menas” vigilância! O “menas” é uma das homenagens que farei hoje a Emir Sader!

Ora, chega a ser engraçado ver os esquerdopatas a defender com unhas, dentes e cauda (Emir Sader escreveria “calda”) o gigantismo estatal em nome do povo. Ele tem servido, na verdade, para alijar o povo das decisões.

DILMA CASTIGA O PDT E O EXCLUI DE REUNIÃO COM LÍDERES

Uma coisa é política, outra é birra. Uma coisa é cobrar claramente fidelidade de um partido aliado; outra é fazer uma espécie de terror. Vejam o que na Folha Online. Volto no post seguinte:

Por Breno Costa:
Integrante da base do governo, mas rebelde na votação do salário mínimo na Câmara, o PDT foi excluído da lista de convidados para a primeira reunião da presidente Dilma Rousseff com líderes de partidos aliados, no Palácio do Planalto. Ao todo, líderes de 15 partidos participam da reunião, na manhã desta quarta-feira (2). À Folha, o líder do PDT, Giovanni Queiroz (PA), disse ter ficado “muito confortável” com o fato de não ter sido convidado para a reunião com Dilma.

“Se fosse convidado, eu não iria mesmo. E seria indelicado recusar um convite da presidente”, afirmou o deputado, citando a pressão exercida pelo Planalto para que o partido fechasse voto a favor do salário mínimo de R$ 545, que acabou aprovado apesar da posição contrária do PDT.

Queiroz disse ter ficado sabendo da reunião de líderes pela imprensa, e disse não saber quem montou a lista. Apesar da situação, o deputado afirmou que a ausência do PDT no encontro no Planalto não significa que o partido está fora da base aliada do governo. “Nós somos aliados, não subordinados”, afirmou.

Crédito
Na chegada ao Planalto, o único a falar com a imprensa foi o líder do PP, Nelson Meurer. Ele nega que a reunião servirá para cobrar da presidente explicações ou providências em relação ao anunciado corte nas emendas parlamentares. Segundo ele, a reunião servirá apenas para “ouvir a presidente”. “A presidente merece crédito. Em julho, vamos conversar”, disse Meurer, em referência à tesoura nas emendas. O Ministério das Cidades, controlado pelo seu partido, foi um dos mais afetados pelos cortes.

(Artigos publicados por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo)



Todos temos acompanhado a novela mexicana protagonizada por Dilma e os pedetistas. Resumidamente, Osmar Dias aguarda indicação a um cargo no Governo Federal e estava de olho no Ministério do Trabalho, chefiado, hoje, por Carlos Lupi, presidente de honra do PDT, que não teve pulso para liderar a bancada do partido em prol da aprovação do salário mínimo de R$ 545,00. Fato que alimentou as esperanças de Osmar. Mas Dilma disse que, ainda que Lupi não tenha conseguido mobilizar o partido a seu favor, ele "é de sua inteira confiança" e permanece no cargo. Assim, o ex-senador do Paraná, continua no banco. No banco de reserva. Porque os Bancos do Brasil e a Caixa Econômica já parecem estar fora de questão.

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