terça-feira, 19 de julho de 2011

Ministério dos Transportes, um estabelecimento familiar

“É importante lembrar que o ministro dos Transportes [Paulo Sérgio Passos] do ano passado é o companheiro que assumiu agora e também em março de 2004.”
(Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contestando a herança maldita legada ao país
com as irregularidades na pasta, em São Paulo, 16/07/2011.)



A gritaria do ex é abafada pelos fatos. O Ministério dos Transportes já é emblema da herança nada honorável deixada pela gestão de Lula. De criador a criatura, de esposo para esposa, de irmão para irmão, de padrinho para afilhado, os escândalos na pasta dão ingredientes para testamento pra lá de conturbado.

Além dos casos de corrupção e superfaturamento que derrubaram a cúpula da pasta, inclusive o ex-ministro Alfredo Nascimento, mas ainda não Luiz Antônio Pagot, de férias para fugir da exoneração, novos escândalos surgem todos os dias.

O substituto-interino de Pagot na diretoria-geral do Dnit, José Henrique Sadok de Sá, não se sustentou duas semanas. Foi afastado depois de o jornal O Estado de S.Paulo denunciar que a mulher dele é dona de uma construtora que assinou, com o Dnit, evidentemente, contratos que somam pelo menos R$ 18 milhões para obras em Roraima.

No Mato Grosso, a empreiteira do irmão de Nilton de Brito, superintendente do Dnit no Mato Grosso apadrinhado por Pagot, fechou contratos de R$ 26 milhões para obras em estradas federais que cortam o território mato-grossense.

Um terceiro caso envolve padrinho, afilhado e cônjuges e mais de R$ 30 milhões. A Tech Mix Serviços apresentou documento, com indício de fraude para firmar contrato de R$ 18,9 milhões com o Dnit. Os papéis que atestaram a capacidade da empresa foram assinados por José Osmar Monte Rocha, assessor para assuntos administrativos do Ministério dos Transportes, apadrinhado do deputado Valdemar Costa Neto, presidente de honra do PR. Já Alcione Cunha, mulher do dono da Tech Mix, Luiz Carlos Rodrigues da Cunha, é dona da Alvorada Comercial e Serviços, que fechou um negócio emergencial, sem licitação, de mais de R$ 13 milhões com a Valec, estatal que cuida das ferrovias. Há fortes suspeitas que as duas sejam apenas empresas de fachadas.

Transformar a coisa pública em negócios com laços de família, não é novidade para os petistas. Vale lembrar que Erenice Guerra, braço-direito e substituta de Rousseff na Casa Civil, caiu porque a pasta favoreceu negócios do marido e do filho dela com órgãos federais. E é assim que o PT do ex, do Mensalão, e de tantos outros escândalos, consegue superar o aparelhamento da máquina pública, transformando o Planalto num grande e rentável negócio familiar. Completamente irregular.

O ralo das estradas raladas

“O Brasil, até 2002, tinha perdido completamente a cultura do investimento em infraestrutura. (…) Enfim, o Brasil vinha num processo em que, não só não investia, como não fazia projeto e não fazia planejamento também. (…) Veja você que houve um esforço enorme do Brasil voltar a investir.”
(Presidente Dilma Rousseff, então candidata do PT, no programa Roda Viva, outubro/2010)

Bastaram seis meses de governo para que as bravatas da candidata Rousseff, sempre responsabilizando os “governos anteriores” pelas deficiências do país, fossem desmascaradas. A “supertudo” da gestão do ex é agora atropelada pelos fatos.

Retrato da inoperância gerencial do PT, o Ministério dos Transportes, pasta que recebe o maior aporte de recursos do PAC, deixou de usar cerca de R$ 47,8 bilhões desde 2002. O valor equivale a quase cinco vezes o estimado para resolver os problemas dos aeroportos brasileiros e a cerca de 75% dos recursos necessários para recuperar as rodovias esburacadas.

Na combinação descontrole-incompetência, o descaso com o dinheiro público vem à tona. O ministério, que tem gerado manchetes dignas de páginas policiais, deixou de investir 44% do valor previsto nestes oito anos e meio de governo petista. A exceção, evidentemente, foi em 2010, ano em que o ex não poupou nem esforços nem recursos públicos para eleger sua sucessora, e o PT jogou R$ 13,7 bilhões em obras que ficavam bonitas na propaganda da tevê.

Mesmo assim, o governo do PT investiu mal. De acordo com o próprio Dnit, do 1,5 milhão de quilômetros de estradas brasileiras, apenas 13% são pavimentados. Os outros 87%, quase 1,3 milhão de quilômetros, não têm qualquer tipo de pavimentação.

O desperdício, que se delineia como marca do PT, vem de longe. Recuando para 2006, ano de eleição e o último do primeiro mandato de Lula, o TCU denuncia: R$ 500 milhões aplicados em uma operação tapa-buraco foram ladeira abaixo. Os 27 mil quilômetros de rodovias que teriam sido recuperados pelo ex já estavam novamente esburacados meses depois.

A conta desse descuido? Cálculos do Banco Mundial estimam que a má conservação das estradas pavimentadas gere, todos os anos, prejuízos de R$ 5 bilhões para a economia brasileira.
Mas como com o PT o que está ruim pode ficar pior… Em 2010, sob a direção de Paulo Passos, reconduzido agora ao cargo por Rousseff, o Ministério dos Transportes autorizou aditivos de R$ 787 milhões nas obras do Dnit, 154% a mais que o ex-ministro Alfredo Nascimento, que caiu no rastro das denúncias de corrupção.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Eu era muito jovem para ter um carro,
então transava com as moças
no banco de trás de minha bicicleta.
(Woody Allen)

Atlético não sai da Zona

Saiu no no Jornal do Ônibus dessa segunda-feira.
E mais do que depressa, Zé Beto elogiou:
                    A manchete do ano, por enquanto, é do “Jornal do Ônibus”
                    publicada na edição que circulou hoje: "ATLÉTICO NÃO SAI DA ZONA"
E, mais tarde:
A respeito da nota “Na Zona”, recebemos de Renato Barroso, dono do Jornal do Ônibus, a seguinte mensagem em forma de comentário:
Por um erro técnico, crasso aliás, a manchete saiu cortada e com o sentido pejorado. A manchete correta seria:
Atlético na zona ” do rebaixamento”. Pedimos mil desculpas aos nossos leitores pelo mal gosto do título e pela falta de zelo do editor de esportes, paginador, revisor, fotolitógrafo e impressor, pelos quais assumo a responsabilidade. Mais uma dessas e demito todo mundo…

Sangue | Zé Beto

No Brasil, 1,9% da população
faz doação de sangue voluntária regularmente.
Os outros 98,1% dá o sangue obrigatoriamente
 e nem um sanduba de mortadela recebe por isso.

Requião barra entrada de Fruet no PMDB

Do Fábio Campana

Apesar de deputados e lideranças do PMDB anunciarem aos quatro cantos que a entrada de Gustavo Fruet(PSDB) no PMDB esta por um triz, lideranças próximas ao senador Roberto Requião ainda não deu sua anuência. Requião insiste na candidatura de Rafael Grecca a prefeito e para isso vai assumir a presidência do PMDB de Curitiba em julho. Requião diz que não adianta deputado ou liderança politica sem filiação partidaria em Curitiba alcovitar a entrada de Fruet no PMDB. Requião será o novo presidente do PMDB de Curitiba.

Para petistas, Gleisi na Casa Civil terá menos poder político




Três dias após a queda de Antonio Palocci da Casa Civil, o clima político de Brasília vem se amenizando aos poucos. A satisfação dos parlamentares de base e oposição servem como fôlego para a presidenta Dilma Rousseff acertar os ponteiros no governo e melhorar o diálogo com o Congresso.
Em artigo publicado na quinta-feira (9), o secretário-geral do PT agradeceu as contribuições de Palocci enquanto político, mas enfatizou que o PT não combina com suas atitudes empresariais. “Para continuarmos a ser um partido dos trabalhadores, não é bom que cultivemos o ideal de empresários”, afirmou, se referindo à rentabilidade milionária da empresa do agora ex-ministro.
A precariedade do ambiente político, causado pela falta de explicações públicas de Palocci é consenso entre os petistas ouvidos pela Rede Brasil Atual. Apesar de preferirem falar a respeito apenas "em off", eles cobravam uma atitude enérgica da presidenta.
Dilma, por sua vez, preferiu mudar a fórmula adotada no início de seu mandato - de fazer da Casa Civil a sede das negociações das matérias do interesse do governo com a base aliada e a oposição - e escolheu Gleisi Hoffmann para comandar a Casa Civil. Para líderes da legenda, a nova titular da pasta é uma figura com perfil mais técnico e de menor capacidade de articulação política que o Palocci.
Com a troca de ministros, a necessidade de uma Secretaria de Relações Institucionais (SRI) forte e mais atuante passou a ser um sentimento que cresceu entre os petistas. Para tentar sepultar de vez o impasse, Dilma anunciou, na sexta-feira (10), a troca de Ideli Salvatti para comandar a SRI. O ex-ministro Luiz Sérgio, por sua vez, foi para o Ministério da Pesca, que até então era comandado por Ideli.
Lideranças petistas chegaram a ser apontados como "candidatos" ao posto responsável pela articulação política com o Legislativo e com governadores e prefeitos. Cândido Vaccarezza (PT-SP), líder do governo na Câmara dos Deputados, fez reuniões com senadores na quinta-feira, no que foi entendido como uma "campanha" pelo cargo. Arlindo Chinaglia (PT-SP) também era citado.
A operação de Vacarezza deu-se à revelia da Presidência e do ministro, a ponto de a negativa de mudanças na Secretaria de Relações Institucionais ter sido mantida até poucas horas antes da nota oficial que anunciou a troca. 

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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Dilma atribui o fim da "hiperinflação" a FHC


Foi ao ar o sítio ‘80 FHC’, uma homenagem aos 80 anos de Fernando Henrique Cardoso, completados neste sábado (11).

Em meio a mensagens de velhos admiradores, há um texto de Dilma Rousseff. Ela recobre o aniversariante de elogios.

Chama-o, por exemplo, de “acadêmico inovador” e “político habilidoso”. Enaltece-o por um feito ao qual o PT se opôs: o Plano Real.

Dilma refere-se a FHC como “ministro-arquiteto de um plano duradouro de saída da hiperinflação…”

“…O presidente que contribuiu decisivamente para a consolidação da estabilidade econômica”.

A certa altura, realça as diferenças: “Não escondo que nos últimos anos tivemos e mantemos opiniões diferentes”.

E retoma: “…Justamente por isso, maior é minha admiração por sua abertura ao confronto franco e respeitoso de ideias.”

Encerra o texto com um “parabéns”. Dedica “um afetuoso abraço” a FHC, a quem chama de “querido presidente”.

Vai abaixo a íntegra da mensagem de Dilma:
“Em seus 80 anos há muitas características do senhor Fernando Henrique Cardoso a homenagear.

O acadêmico inovador, o político habilidoso, o ministro-arquiteto de um plano duradouro de saída da hiperinflação e o presidente que contribuiu decisivamente para a consolidação da estabilidade econômica.

Mas quero aqui destacar também o democrata. O espírito do jovem que lutou pelos seus ideais, que perduram até os dias de hoje.

Esse espírito, no homem público, traduziu-se na crença do diálogo como força motriz da política e foi essencial para a consolidaçãoo da democracia brasileira em seus oito anos de mandato.

Fernando Henrique foi o primeiro presidente eleito desde Juscelino Kubitschek a dar posse a um sucessor oposicionista igualmente eleito.

Não escondo que nos últimos anos tivemos e mantemos opiniões diferentes, mas, justamente por isso, maior é minha admiraçãoo por sua abertura ao confronto franco e respeitoso de ideias.

Querido presidente, meus parabéns e um afetuoso abraço!”

(do Blog do Josias de Souza)

Você ainda bancará o salário de Palocci por mais 4 meses

Até o mês de setembro, você, caro contribuinte, vai continuar ajudando o neomilionário Antonio Palocci a encher a geladeira.

A exemplo da consultoria companheira que multiplicou o patrimônio do ex-ministro, o ócio remunerado é coisa amparada em lei.

Os quatro meses de quarentena do ex-todo-poderoso custarão à Viúva R$ 106,8 mil.

Vai abaixo, a propósito, nota veiculada pela coluna de Mônica Bergamo, na Folha:

Embalo na rede: O ex-ministro Antonio Palocci vai demorar um tempo para reabrir sua empresa de consultoria. Ele cumprirá quarentena de quatro meses, como exige a lei, para voltar às atividades privadas. Neste período, continuará recebendo do governo salário mensal de R$ 26.723.

(dos Blogs do Josias de Souza e do Fábio Campana)

AM
Agora, tente lembrar quem tentou (ou conseguiu) te convencer a votar no PT.

Ai, que raiva!

Joval lotado na abertura da 3ª Copa Araucária de Futsal para Menores

Aconteceu no último sábado (11), no Ginásio Joval de Paula Souza, a abertura oficial da 3ª edição da Copa Araucária de Futsal para Menores. Com o ginásio lotado, essa competição já é considerada a maior de todas as edições, já que contará com o número recorde de equipes, 91, com aproximadamente mil atletas.

Participaram da cerimônia de abertura o vice-prefeito, Isac Fialla, o diretor da Cohab Araucária, Luiz Henrique Ozório Vicente, todos organizadores da Copa, pais de atletas e o secretário de Esportes, Wanderley Haddad, que destacou o crescimento no número de inscritos. 

“Quase dobramos o número de inscritos em relação a 2010. Isso mostra a confiança e credibilidade na Copa Araucária, que é bem organizada e pode revelar muitos atletas para representar o município em futuras competições. Desejo a todas equipes boa sorte e que tenhamos grandes jogos”, disse Haddad.
Além da realização do início da Copa com apresentação, desfile dos times e juramento dos atletas, a Secretaria de Esportes e Lazer (SMEL) sorteou quatro jogos de camisa e mais cinco bolas para as equipes.
Ao todo, serão seis categorias (mamadeira, fraldinha, pré-mirim, mirim, infantil e infanto) para os meninos e três para as meninas (mirim, infantil e infanto). Após a cerimônia de abertura, 10 jogos já foram realizados.  A primeira equipe a balançar as redes foi o São vicente, que venceu por 1 a 0 o Figas Futsal, e vem muito mais por aí.